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Itakura_2004.04

120 anos do Ocultamento Físico de Oyassama

 Encontro dos Mestres do Caminho – Reverendo Tomoharu Itakura

 “Cultivar e Praticar o Espírito de Salvar o Próximo”

- A missão do mestre é a prática da iniciativa -

 

Dias 9 e 10 de abril de 2004 – Tenri Kaikan e Dendotyo do Brasil


Aos senhores condutores de igreja e esposas e chefes de casas de divulgação, manifesto os meus agradecimentos por estarem constantemente se dedicando aos trabalhos da dedicação única à salvação e também, neste segundo ano de atividades do Decenário, desde o início, sempre se esforçando ativamente e direcionando para que tenham ótimos resultados no final desta época.

No dia de hoje, mesmo entre os numerosos companheiros do Caminho, os senhores são aqueles que estão na posição de ensinar e orientar as demais pessoas e, com o objetivo de avançar mais rapidamente nas atividades, foram convidados para nos animarmos mutuamente neste “Curso dos Mestres do Caminho”.

        Tive a oportunidade de vir pela primeira vez ao Brasil há 20 anos. Foi na época em que estava servindo na Associação Infanto-Juvenil da Sede e, na ocasião, foi realizado o Curso de Transmissão Vertical no Brasil e a fundação da Associação Infanto-Juvenil do Paraguai. Esta é a segunda vez que venho ao Brasil e para mim, sinto uma imensa alegria por este fato.

Creio que entre os senhores há pessoas que nasceram no Brasil, mas acho que a maioria ainda são de pessoas que vieram do Japão para fazerem a divulgação. Independente disso, todos freqüentaram o Besseki na terra parental, em Oyasato, receberam o inestimável dom do Sazuke e se tornaram yoboku. Sem dúvida alguma, diariamente estão agradecendo a Deus-Parens, o Deus original e verdadeiro, pela onipotente providência de estarem sendo vivificados e, orando para o bem-estar das pessoas, estão procurando praticar animados a divulgação e a salvação do próximo, recebendo maravilhosas graças de Oyassama eternamente viva. Deste modo, em nome da Sede da Igreja, agradeço profundamente a dedicação sincera de todos os senhores. Muito obrigado.

Nesta época importante de evolução espiritual que antecede o Decenário de Oyassama, o meu desejo é que se esforcem ao máximo em poder fazer nascer um maravilhoso broto da fé neste grande país. Para que a fé iniciada pelos antecessores continue firmemente para sempre, todos devem caminhar sempre animados e com grande esperança por este Caminho.

Recebendo a ajuda do tradutor, durante aproximadamente uma hora, gostaria de fazer a minha palestra de hoje. Assim, espero contar com a atenção de todos os senhores.

 

O tema da palestra é “Cultivar e Praticar o Espírito de Salvar o Próximo” e o sub-título é “A missão do mestre é a prática da iniciativa”. Deste modo, creio que já tenham idéia do conteúdo da palestra.

 

Primeiramente, vou explicar sobre o significado de ‘sendati’, ‘mestre’. No livro Doutrina de Tenrikyo, capítulo 9, Yoboku,  tem-se o seguinte trecho:

“A igreja é onde se transmite os ensinamentos e ministra a prática da dedicação única à salvação. Para elevar realmente o espírito da igreja é muito impor­tante que as pessoas congregadas a ela vivam identificadas com a verdade de Jiba e fraternalmente unidas em torno do condutor da igreja, numa verdadeira unidade de espíritos e em cooperação mútua. Desse modo, a vida da igreja se tornará um modelo da vida plena de alegria e felicidade, que promo­vendo a salvação mútua, concretiza a maturidade espiritual, a paz e a alegria entre as pessoas dos mais diversos locais, regiões e países.

Portanto, o dever do condutor da igreja é pesquisar voluntária e profundamente a verdade dos ensinamentos,  determinar e pacificar o espírito, tornar-se um precursor do caminho da fé e orientar os outros com sinceridade verdadeira, nunca esquecendo a origem. O espírito das pessoas convertidas com isso se aperfeiçoarão natural­mente, harmonizar-se-ão na paz universal e ficarão unidos. Assim, irão colhendo os frutos da sua missão.”

Além deste trecho, temos o seguinte Ossashizu, Indicação Divina:

“Tenho concedido a razão da permissão em diversos locais e regiões. Igreja, igreja, uma permissão, uma permissão, há quem é o centro. Que compreenda bem. Que compreenda bem por aquele que se diz ser o centro.” Osa. 31 de outubro de 1900

Sobre a expressão ‘ser o centro’, no Ossashizu, aparece também como ‘ryuuzu’, líder, ou seja, aquele que está à frente para conduzir os demais.

“Diz-se a pessoa do centro. Se o centro perder a razão, todos se descontrolarão. Sem perder a razão, dia a dia, passando com constante alegria, a razão se desenvolverá. Entretanto, se fizerem as coisas reclamando e se queixando, esta razão também de desenvolverá e os envolverá. Compreendam que nada poderá ser feito irremediavelmente.” Osa. 15 de julho de 1901

Refletindo sobre estes Ossashizu, percebemos que é exatamente como está sendo ensinado. Os senhores que são os mestres, devem se empenhar em passar os dias com muita fé e bastante alegria, sem cometer erros de atitude.

Na palestra da Grande Festa de Janeiro deste ano da Sede da Igreja, o Shimbashira explanou o seguinte:

“Para desenvolver a salvação do mundo, a existência da igreja é imprescindível em cada local e região. Para que a igreja desempenhe condignamente a sua função de local de salvação e modelo da vida plena de alegria e felicidade, o mais importante é que o centro, ou seja, o condutor esteja sempre à frente, unindo as forças de todos os fiéis da igreja para praticar a divulgação e a salvação e realizar o Serviço Sagrado.” Através dessas palavras, foi explicado o ponto mais importante do papel da igreja e da função do condutor.

No curso de hoje, estão participando também, os chefes das casas de divulgação. No Hino 5 do Mikagura-Uta, Hinos Sagrados tem-se:

“Aqui é Jiba original do mundo, o local extraordinário foi revelado.

Desde que estamos decididos a crer, formemos uma irmandade.”

Para seguir este maravilhoso caminho da fé, o importante é que os familiares também sigam por todas as gerações crendo neste ensinamento. Em cada família realizar o Serviço mensal familiar e com o aumento do número de participantes, passa a se tornar casa de divulgação e posteriormente em igreja, que se desenvolve em um local de salvação nessa região. Creio que a casa de divulgação dos senhores também foi fundada com a intenção de futuramente se tornar uma igreja. Por isso, peço para que caminhem sempre animados, pois cada vez mais se abrirá um mundo onde receberão as imensas e onipotentes graças divinas. Aos senhores, chefes das casas de divulgação, espero que compreendam bem as explicações que foram dadas sobre ser o centro ou líder e que caminhem como excelentes mestres da fé.

 

As explanações feitas pelo Shimbashira e o conteúdo da Instrução são orientações muito importantes que, ao ler repetidamente, em cada oportunidade fico mais animado e encorajado a avançar ativa e firmemente, renovando o meu espírito em cada oportunidade.

A dois anos atrás, na Grande Festa de Outubro, o Shimbashira fez o pronunciamento da Instrução e explanou logo em seguida:

“Dei ênfase na prática da divulgação e da salvação. Isto porque, penso que esta é a prática religiosa mais importante para esta época oportuna.” E, continuou:

“Se pensarmos que este Caminho foi iniciado com o objetivo de salvar todas as pessoas do mundo, todos aqueles que são fiéis, devem ter sempre como prioridade a salvação das pessoas e estar atentas para isso. Deste modo, no dia a dia, cultivar e criar, depois praticar este espírito de salvação é o principal pilar da atividade deste Decenário. Assim, o modo para corresponder à intenção do Parens é cultivar e praticar o espírito de salvar o próximo.” Seguindo esta explanação, todos nós devemos sempre rever este importante ponto para realizar as atividades deste Decenário.

Em seguida, mais um trecho da explanação do Shimbashira:

“Desta maneira, gostaria de refletir um pouco se não está ficando cada vez menor o sentimento das pessoas de salvar o próximo, se não está havendo hesitação ou negligenciando a salvação. Desejo que façam uma profunda reflexão sobre isso.”

Analisando sobre este princípio, para se fazer o melhor trabalho, é necessário refletirmos os fatos do passado, corrigir eventualmente os erros, e esforçar ao máximo e dando o melhor de si, direcionar o espírito para a evolução. Na Instrução 2 temos: ‘Antes de tudo, no dia a dia, é importante viver voluntariamente de acordo com o ensinamento e transmitir a alegria da fé ao próximo.’ Todos nós, a partir dos mestres, temos que ser os primeiros a seguir e a praticar esta orientação.

 

No meu caso, nasci e cresci em Jiba e tenho servido aos trabalhos deste Caminho. Entretanto, faço constantes reflexões, vendo que ainda não tenho conseguido ser um mestre exemplar desta fé. Apesar de receber a missão de fazer palestras doutrinárias nas igrejas e em cursos religiosos, sempre acabo falando sobre estas minhas reflexões da minha falta de imaturidade. Hoje também, não será diferente.

 

Nos cursos, o objetivo maior é o esforço de todos buscarem conjuntamente um modo para alcançar a evolução espiritual. Por isso, devo transmitir os pontos fundamentais da doutrina para que cada participante, continue se esforçando em cultivar e praticar o espírito para chegar cada vez mais próximo ao desejo do Parens, mesmo que isso demora algum tempo. Eu tenho um defeito que é esquecer as coisas rapidamente. Muitas vezes, não me lembro do conteúdo da palestra que fiz no passado. Entretanto, todos sabem da importância de explanar sobre o ensinamento da ‘Razão da Origem’ para as pessoas e tenho a convicção de que isto deve ser feito repetidamente.

 

O Shimbashira nos explicou que o pilar das atividades deste Decenário é ‘cultivar e praticar o espírito de salvar o próximo’, e a base para isso, sem dúvida alguma, está na ‘razão da origem’ que é a essência da fé do Caminho e o ensinamento mais importante.

No Ossashizu tem-se:

“A razão da origem é a razão do ensinamento de Deus.” Osa. 22 de agosto de 1896

Tem-se também:

“A excelência deste Caminho à partir de onde não existia nenhum modelo, devem explicar sobre a razão da origem.” Osa. 12 de maio de 1898

Por isso, a missão dos senhores é tomar a iniciativa de praticar a divulgação às pessoas de um modo fácil, explicando a intenção de Deus-Parens que criou o mundo e os seres humanos com o desejo da realização da vida plena de alegria e felicidade e de sua onipotente providência.

No final do capítulo 2 do livro Doutrina de Tenrikyo, tem-se:

“Em suma, o Serviço e a Concessão constituem o caminho da dedicação única à salvação, o qual Deus-Parens ensinou devido ao veemente amor parental de conduzir toda a humanidade para a vida plena de alegria e felicidade. Por meio disto, as doenças serão desarraigadas, as poeiras espirituais serão limpas e o mundo regenerar-se-á transbordante de alegria.”

A maneira para poder viver sempre alegre e feliz é a pratica do Serviço Sagrado e a ministração do Sazuke. Por isso, não podemos esquecer de que é preciso trabalhar com afinco realizando esta atividade de divulgação.

 

Todos nós, fiéis deste Caminho, seja mestre veterano ou yoboku novato, devem estabelecer no espírito o objetivo da criação do mundo e dos seres humanos pelo Parens da origem, conhecer a origem da fé e esforçar em aproximar-se do desejo do Parens verdadeiro. Assim, quando todos, em união e harmonia espiritual, caminharem animados, estaremos correspondendo às palavras do trecho da doutrina que foi citado.

Na saudação de ano-novo do Shimbashira deste ano, tem-se:

“Todos devem ter sempre em mente o fato de que precisamos fazer a evolução espiritual no cotidiano. Entretanto, os senhores possuem as respectivas funções e encargos. Possuem o seu trabalho de acordo com a posição. O fato de estar ocupado com os trabalhos é muito gratificante. Porém, se deixar se envolver dizendo que está ocupado e atarefado, a parte da evolução espiritual fica em segundo plano, e é negligenciado. Mesmo não se esquecendo da importância, deixa-se para depois.”

Assim, ao refletirmos estas palavras, existem as pessoas que trabalham diariamente na sociedade e aqueles que trabalham para o Caminho. Entretanto, pelo fato de estarem sempre ocupados, não conseguem se animar e este é um ponto que devemos tomar muito cuidado.

Em relação a isso, gostaria de contar um fato relacionado a mim. Durante quase dez anos, fui o primaz do Dendotyo dos Estados Unidos. Logo após a nomeação, estava muito ocupado em fazer isto e mais aquilo, além da preocupação com as pessoas. Procurava a melhor maneira de fazer as coisas e muitas vezes ficava desanimado com os fatos. Após alguns anos, depois de ouvir as explanações do Shimbashira daquela época, a minha fé começou a ficar mais estável e firme. E isto foi sobre o que disse anteriormente a respeito do ‘caminho da dedicação única à salvação’.

Ele disse o seguinte:

“Pode-se dizer que realizar o ‘Serviço Sagrado é servir ao Parens’ e ministrar o ‘Sazuke é servir à sociedade’.” Assim, explicou facilmente sobre o significado do Serviço e do Sazuke. Tanto ‘servir ao Parens’ como ‘servir à sociedade’ são expressões que não estava acostumado a escutar, porém é de fácil entendimento até para as pessoas que não são desta fé.

Realizar dia a dia, mês a mês, o Serviço Sagrado perante o Parens original para que se anime e cada um fazendo a purificação espiritual é ‘servir ao Parens’e, mudando a visão, saindo para o mundo, praticar a divulgação e a salvação, isto se torna em ‘servir à sociedade’.

Realizar o Serviço, dia e noite, na igreja ou na casa de divulgação não deve ser apenas formal. Mesmo estado distante de Jiba, fazer o Serviço perante o Símbolo Divino de Deus, significa ligar-se à razão de Jiba e ter o espírito aceito pelo Parens.

No Ossashizu tem-se:

“Não é necessário o brocado para o exterior. O brocado para o exterior de nada adianta. É preciso ter o brocado no espírito.” Osa. 26 de novembro de 1901 (brocado: tecido de ceda com fios de ouro e prata)

“O Serviço deve ser realizado com o espírito de verdadeira sinceridade.” Osa. 26 de novembro de 1901

“O Serviço não deve ser entendido como uma coisa leviana.” Osa. 28 de setembro de 1901

Estes são os exemplos do Ossashizu. Os senhores, mestres deste Caminho, são pessoas que desempenham a função central do Serviço Sagrado, por isso, gostaria que refletissem bem estas palavras divinas.

 

 

Esta é uma história que nos envergonha, mas como deve ser do conhecimento de todos, há 4 anos atrás, no Serviço mensal de junho de Jiba, no meio da segunda metade da Dança das Mãos, uma pessoa pulou para dentro do espaço central e derrubou o Kanrodai. Eu estava escalado na dança e pude observar por completo aquela ação inesperada tomada por um jovem rapaz. Surpreendido, me dei conta nesse momento dos erros espirituais que estava cometendo até então.

Ficou decidido que o Kanrodai seria substituído e alguns dias antes desse evento, o Shimbashira falou para os residentes na Sede e para os condutores de igrejas diretamente ligadas à Sede sobre o fato do Kanrodai, que foi substituído pela última vez há 16 anos, estar bastante velho devido às intempéries por que passou e nos incentivou dizendo: “daqui para frente, gostaria que trabalhassem com o espírito renovadamente empenhados”. Realmente, estávamos preocupados que o Kanrodai já estava velho e desalinhado. Refleti que mesmo limpando o Kanrodai em nosso turno de limpeza, nosso espírito não estava sendo limpo.

Fora esse fato, desde o início desse ano, um senhor de idade que reverenciava no Serviço diário, às vezes iniciava o canto antes do reverendo que estava ao centro, no Hyoshigui, cantava com uma voz alta e estranha e eu tinha uma insatisfação quase que diária. Creio que havia outras pessoas insatisfeitas entre os que reverenciavam. Quando alguma pessoa ao seu redor lhe chamava a atenção, ele ficava com raiva e gritava com essa pessoa. Graças à orientação através do nó do Kanrodai, pude reformar o meu próprio espírito e desde então comecei a prestar mais atenção na voz central do Shimbashira e me esforçar para cantar o hino do Serviço desde o começo. Desde que comecei a trabalhar com espírito sincero, a minha garganta, que não é muito forte, começou a melhorar pouco a pouco e comecei a receber a providência em algumas de minhas solicitações.

 

Quando o espírito se purificar, se clarificar e ficar positivo, quando trabalharmos de forma a alegrar o Parens original, este caminho com certeza irá se estender largamente. Conforme a expressão “cultivo do espírito”, não há necessidade de pressa. Gradativamente, naturalmente, deve fazer evoluir o próprio espírito e o espírito dos outros. Esforçando-se na medida em que recebe as providências diretamente da Oyassama eternamente viva e saindo para a “retribuição à sociedade”, isso se tornará uma prática verdadeira.

Na Grande Festa de Janeiro deste ano, o Shimbashira nos orientou da seguinte forma:

“Para que o espírito das pessoas se purifique, o mais importante é receber o trabalho de Deus-Parens através do Serviço Sagrado. No entanto, ao se dar conta dos próprios erros espirituais, deve-se trabalhar no sentido de purificar o seu espírito.”

Realmente, é isso mesmo. Nós, que estamos na posição de líderes, devemos nos dedicar voluntariamente ao cultivo do espírito e trabalhando no sentido de retribuir com certeza ao Parens, devemos orientar e educar inúmeras pessoas. Isso é que se torna uma grande divulgação e salvação.

 

Como disse anteriormente, se purificarmos o espírito através do Serviço Sagrado e tivermos o espírito animado de alegrar nossos pais, poderemos receber providências maravilhosas. Por isso, em seguida, gostaria de falar sobre meu pensamento a respeito da prática da salvação das pessoas, que se torna uma retribuição à sociedade.

Temos no Ofudessaki, Escrituras Divinas, Parte II, versos 20 e 21:

“Se espanarem completamente estas poeiras,

após haverá a dedicação única a todas as salvações.

Doravante, apressando gradualmente o Serviço

Desejo somente o preparo de todas as salvações.”

Purificando o espírito de cada um, o objetivo mais importante da salvação do mundo é a prática, por todas as pessoas do mundo, da dedicação ao Parens com espírito purificado.

Como é do conhecimento de todos, o Shimbashira anterior passou por 30 anos como o líder deste Caminho. Nesse período, um dos pontos que instou dos fiéis do ensinamento foi o “aprimoramento do conteúdo da igreja”. É realmente uma importante meta a ser alcançada. Creio que mesmo hoje devemos caminhar rumo aos 120 anos do Ocultamento Físico de Oyassama sem nos esquecer desta meta. Uma das formas do aprimoramento do conteúdo da igreja citado anteriormente, uma prática importante de retribuição ao Parens seria completar toda a escala do Serviço mensal.

No entanto, hoje em dia, pode-se dizer que existem muitas igrejas onde não se consegue completar a escala. Mesmo nas igrejas e casas de divulgação dos senhores, se ainda não estiver completa a escala do Serviço, aumentando uma ou duas pessoas que seja, esforçarem-se no sentido de perceber quão boa é esta época de preparação do Decenário. Assim estarão desenvolvendo plenamente as atividades rumo ao Decenário e estarão com certeza fazendo um maravilhoso trabalho de divulgação e salvação.

 

Nesse sentido, o que tem maior possibilidade de êxito é o trabalho a partir dos mais próximos.

Orientar no sentido de que mesmo crianças pequenas participem costumeiramente do Serviço mensal é um belo trabalho de divulgação e uma prática que está de acordo com a vida modelo de Oyassama. É uma atividade de divulgação que se liga à salvação dessas crianças no futuro e fará com que a fé se estenda por todas as gerações.

Nas visitas doutrinárias de amanho que faço, existem igrejas onde as crianças faltam às aulas para participarem do Serviço mensal, existem igrejas onde escrevem o nome do yoboku que gostariam que estivesse participando do Serviço mensal num papel e o deixam em cima da mesinha (hassoku) do Serviço. Existem pais que conseguiram ensinar o filho pequeno de 4 anos a tocar o taiko (bumbo) praticamente sem errar mesmo nos hinos 1 e 2, que são os mais difíceis. Mesmo que fique mais barulhento durante o Serviço, mesmo que haja crianças que desçam do piso elevado durante o Serviço, o Parens original, o Parens verdadeiro, que está observando de perto, com certeza está bastante contente.

Existem yobokus que não podem reverenciar normalmente devido ao trabalho. Como fazer para que eles possam reverenciar mesmo faltando ao trabalho, mesmo que não seja sábado ou domingo? Se dentre os senhores líderes houver alguém que já tem alguma experiência passada nesse sentido, gostaria que as orientasse. Assim seria mais fácil negociar com a sociedade.

No Ossashizu temos:

“Para orientar as pessoas, construa internamente uma base. Construindo uma base interna harmoniosa, harmoniosa, a partir daí, transmita ao mundo.”

Para salvar as pessoas, a harmonia no relacionamento familiar entre o casal, entre os pais e os filhos, entre os irmãos é a base de tudo. Isso vai se refletindo no relacionamento dentro da igreja, no relacionamento dentro da empresa e vai se ampliando ao mundo. Com certeza, se houver a harmonia, a simpatia e a alegria no espírito das pessoas dentro do relacionamento familiar, brotará daí o sentimento de ânimo, o sentimento de felicidade. Assim, gostaria que os senhores, que são os líderes, tomassem a frente com espírito alegre e sincero, praticando a divulgação e a salvação a partir dos locais mais próximos.

 

Em seguida, vou falar sobre o Sazuke do caminho da dedicação única à salvação. Para que possamos satisfazer o Parens original, o Parens verdadeiro, como disse há pouco, a primeira coisa a ser feita é completar a escala do Serviço, tendo em vista o aprimoramento do conteúdo da igreja.

É importante trilhar animadamente o caminho da dedicação única à salvação, mesmo na difícil situação do mundo atual. Assim, a melhor oportunidade para colocarmos isso em prática é quando ministramos o Sazuke. Os nós de enfermidades que são mostrados aos yobokus são orientações do Parens verdadeiro no sentido de nos educar.

No início deste ano, tive um nó que foi uma gripe, e dela pude tomar uma lição:

“Não é necessário preocupar-se com o corpo. Farei trabalhar segundo a razão do espírito. Unicamente com a razão do espírito, uma pessoa se defronta com milhares. Deus trabalhará embarcado no espírito. Se pelo menos o espírito estiver firme, Deus irá trabalhar livremente embarcado no espírito.” Osa. 02 de outubro de 1898

Essa indicação me fez ficar bastante animado.

Não podemos deixar passar as orientações que nos são mostradas pelo Parens através das enfermidades e problemas circunstanciais. Se pudermos evoluir com certeza, será muito gratificante.

 

No vídeo mostrado no ano passado, quando da realização do Curso Regional, tivemos diversas cenas extraordinárias, não é verdade? Tivemos a imagem de numerosos yobokus do Brasil executando fervorosamente o Serviço Sagrado e ministrando o Sazuke num asilo; a imagem de uma mulher japonesa, não seguidora, que tinha dificuldades na perna há 50 anos e que não conseguia se locomover sem muletas, visitou Jiba pela primeira vez a convite de sua irmã. Nessa visita, fez uma consulta no Hospital Ikoi-no-Iê, Yorozu Sodansho, e recebeu a ministração do Sazuke de uma ministra do departamento de problemas circunstanciais. Graças a isso, pôde voltar a andar sem muletas e vimos a cena em que a sua mãe e a sua irmã se emocionam muito ao vê-la andando, não é mesmo? Foi realmente muito bom. Deixando gravado esse conteúdo dentro de nossa mente, será muito bom se pudermos ministrar o Sazuke para a rápida evolução de cada um.

Temos na Indicação Divina de 3 de abril de 1904:

“O que se diz extraordinário, extraordinário no meio de muitos, de onde quer que se veja, o extraordinário é Deus. Deixo dito apenas isto.”

Se pudermos ministrar o Sazuke a partir de um pequeno nó que seja mostrado nas pessoas da sociedade que ainda não são fiéis, ou nas pessoas que já são yobokus mas não conhecem direito o ensinamento, ou ainda nos mais jovens e pessoas de fé superficial, creio que na maioria dos casos poderemos tornar mais positivo o direcionamento do espírito da pessoa.

 

Tem uma história que ouvi de uma esposa de condutor numa das igrejas onde fiz a visita doutrinária no Japão, que utilizo como semente de preleção. Parece que essa senhora, pouco tempo depois de se casar, deixou de respirar, mas voltou à vida através da ministração do Sazuke feita por um condutor ligado a essa igreja. Ouvindo essa história de salvação, muitas pessoas ao redor da igreja começaram a frequentá-la e hoje em dia, a escala do Serviço está completa.

A ministração do Sazuke é uma importante missão em que Oyassama eternamente viva se incorpora, nos mostra uma providência extraordinária e nos orienta no sentido de que muitas pessoas possam trilhar o caminho da dedicação única à salvação. Se isto se propagar largamente ao mundo, será uma prática que condiz com a expressão retribuição à sociedade.

 

O Shimbashira, em sua palestra na Grande Festa de Outubro do ano passado, falou sobre as pessoas que não puderam participar do Curso Regional realizado no ano passado. Vou ler um trecho das suas palavras:

“Todos os yobokus se conduziram repetidamente a Jiba, ouviram as nove palestras do Besseki e receberam o dom do Sazuke de Oyassama eternamente viva. Penso que são pessoas que se tornaram yoboku devido a uma predestinação. Penso que se deixarem esse dom largado sem utilizá-lo, será indesculpável. Gostaria de solicitar daqui para frente também o empenho de todos, das igrejas e das regionais, para que um número maior de pessoas possa entrar neste círculo de atividades rumo ao Decenário.”

Os líderes aqui presentes devem se conscientizar de que são os yobokus entre os yobokus, e devem educar os fiéis e yobokus tomando a liderança no caminho da dedicação única à salvação.  Gostaria de solicitar a colaboração de todos, dedicando esforços na divulgação e salvação às pessoas próximas, como filhos, jovens e vizinhos, dedicando-se e conduzindo-se sinceramente a Jiba no sentido de conseguirem uma evolução.

 

O regresso a Jiba, a terra natal da humanidade, não é nada fácil para os brasileiros, mas por favor, tenham em mente que ‘o sacrifício é a semente da felicidade’. Gostaria que se esforçassem para contentar as pessoas procurando no seu dia a dia ajustar-se à vida-modelo de Oyassama, agradecendo pelo fato de estar sendo vivificado, com espírito de discrição e se esforçando para que não haja desperdícios economicamente também.

No ano dos 120 anos do Ocultamento Físico de Oyassama, apesar de saber que as despesas de viagem são enormes, o importante é convidar o maior número de pessoas para regressarem a Jiba e vivenciar uma emocionante e maravilhosa alegria. Gostaria de encerrar minha preleção solicitando que, tendo isso como objetivo, se esforcem no sentido de viver o dia a dia animada e alegremente, com espírito de céu limpo.

         Muito obrigado.